quinta-feira, 9 de junho de 2011

Orquestra de Árvores - Risomar Fasanaro

Terça-feira aconteceu algo que me leva a interromper a história do meu processo de aprendiz de pintura, para contar.
Saí cedo para caminhar. O dia estava muito agradável, não fazia muito frio. Eu estava passando em frente a um trecho em que há muitos pés de eucaliptos. Já estava voltando pra casa, só faltava um quilômetro do percurso, quando começou uma forte ventania.
De repente, comecei a ouvir os sons que vinham do roçar dos galhos, das folhas dos pés de eucaliptos, e aquilo me tomou por inteiro, porque parecia uma orquestra, onde cada grupo de árvores produzia o seu som.
Senti vontade de ficar ali, sentada, apreciando aquele concerto. Não toco nenhum instrumento, e diante daquele espetáculo, fiquei imaginando o que sentiria um músico...
Depois de algum tempo voltei a caminhar, e mais adiante me deparei com um aglomerado de bambus. E eles também dançavam ao vento, e produziam outro tipo de som, diferente daquele que os eucaliptos produzem. Fiquei mais um tempo ouvindo aquela outra orquestra, depois saí.
Parece nada, assim narrado. Há situações que a gente não consegue descrever. É preciso vivê-las.

4 comentários:

Marisa Dias disse...

Que momento esplendoroso! Sorte de nós que apreciamos esses momentos. Quantas outras pessoas estariam passando por esse espetáculo da natureza sem dar-se conta? Quantos, pela correria do dia-a-dia, deixaram de notar o presente Divino que dos céus recebemos?
Essas situações sim... é preciso vivê-las!

senica disse...

Sempre naveguei num mar de sonhos…

Sentindo a vida em onda eletromagnética
Devorando todo sabor da Cultura-AM
Me chegando em agitação frenética.

Que tantas vezes me fez ir na onda
Clarícima, eclética e luminosa
Da imaginação de sua barata tonta.

Nunca estive nem aí, nem aqui quis
Só querendo encontrar o oblíquo lá
Impossível e inatingível em Assis.

Aprendendo a fazer onda com Amado
Desejando sempre atingir sua morenice
Torrando-me ao meio-dia sob sol forjado.

Tentando sempre não dar Bandeira
Com medo de o encontrar e querer
Ser a estrela de sua vida inteira.

Procurando a substância clara, porosa
No canto demente de dias iluminados
Ecoando na plasticidade de Rosa.

Buscando pousar livremente em Prado
Em seu verde seguro, vôo sincronizado
E aí expor meus andaimes rascunhados.

Sentindo a ressequidão de Ramos
Desde a Infância até suas Linhas Tortas
E assim, sempre, até ao cair do pano.

senica disse...

Sentir é tudo
Viver
Dançar
Amar
Tudo é mudo...

Peso /// Real - Yoga e Reeducação Alimentar disse...

ORQUESTRA DE ÁRVORES; UM ESPETÁCULO HOMÉRICO QUE SÓ É PRESENCIADO PELAS PESSOAS MAIS SENSÍVEIS E APRECIADORAS DA EXCELENTE ARTE QUE A MÃE NATUREZA A TODOS OS MOMENTOS EÁ Á NOS OFERECER, BASTA DARMOS A NÓS A OPORTUNIDADE DE NOS DELICIARMOS COM TAL ESPETÁCULO; APENAS, NÃO COMBINA COM A VIDA MODERNA APRESSADA!, NAMASTE, ( VALTER DE mORAES mARTINS )