domingo, 15 de janeiro de 2012

memoria- risomar fasanaro


a bicicleta do tempo passou
roçando suas rodas
na grama da memoria
tua imagem deslizou
no orvalho das horas
barbas da noite
tingiram teus cabelos
pela rua onde nasci
te vi
recolhendo azulejos da memoria
a bicicleta do tempo
não para nunca
as paisagens morrem
além da nossa ausência
além dos nossos gestos
além do que ficou
***

1 comentários:

joaquim belo disse...

Que imagens belíssimas.